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STJ fixa tese, em sede de recurso repetitivo, sobre fraude à execução

TERÇA-FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2015 ÀS 18:45
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O STJ disponibilizou, em 28/11/2014, no Diário de Justiça Eletrônico, o acórdão do Resp n.º 956.943-PR (TEMA 243), em que restou fixada a seguinte tese, para fins do art. 543-C do CPC:

“1.1. É indispensável citação válida para configuração da fraude de execução, ressalvada a hipótese prevista no § 3º do art. 615-A do CPC.
1.2. O reconhecimento da fraude de execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente (Súmula n. 375/STJ).
1.3. A presunção de boa-fé é princípio geral de direito universalmente aceito, sendo milenar parêmia: a boa-fé se presume; a má-fé se prova.
1.4. Inexistindo registro da penhora na matrícula do imóvel, é do credor o ônus da prova de que o terceiro adquirente tinha conhecimento de demanda capaz de levar o alienante à insolvência, sob pena de torna-se letra morta o disposto no art. 659, § 4º, do CPC.
1.5. Conforme previsto no § 3º do art. 615-A do CPC, presume-se em fraude de execução a alienação ou oneração de bens realizada após averbação referida no dispositivo.”.